21 de out de 2008

da série "Sonho de consumo"





Esse aqui é dos mais antigos, sonho de consumo adolescente.

*suspiro*

clarissa/ mrs. mojo rising/ bonnie

Eloá

Pior do que o caso em si são os desconhecidos, como urubus, no velório, no enterro.

Como urubus, não, que urubus não fingem.

Como urubus, não, que urubus não são curiosos mórbidos.

Como urubus, não, que urubus têm mais o que fazer.

bonnie

12 de out de 2008

Será que vale sete reais?

Certa vez havia um vulto.
Ela mesma era um fazia tempo.
Seguiu-o pela curiosidade,
único movimento que nos dá sentido.
A razão dizia algo ao estômago,
mas o cérebro teimoso
mandava ordem de continuar.
Desejo em lugar de sobrevivência,
justificativa para o cansaço eterno,
a chatice dos dias
e a incerteza da existência de deus.
Chegou a uma porta onde o vulto entrara
e uma placa avisava: “sete reais”.
Entrou com o estômago nas mãos.
Mas sete reais não pagam nem
uma sessão de cinema.


mrs. mojo rising

8 de out de 2008

Literal

Moravam distante
A mãe dizia
“A gente se esconde”
Palavra de mãe é lei
quando se tem menos de dez anos
Por isso não respondeu
a pergunta da professora
“Desculpa, tia, mas não posso
dizer onde moro”


clarissa

(Homenagem a Jorge Pedroso)